Sexta-feira, 18 de Março de 2011
S. Silvestre - Cardielos, a florestação do Monte continua

Continuando com a florestação do Monte de S. Silvestre

 

 

Sempre foi um problema ao longo dos anos, para todas as Confrarias que passaram por S. Silvestre, a luta travada contra a infestante natureza, nomeadamente as Silvas, as giestas e a Austrália (Acacia melanoxylon), esta nasce espontaneamente em qualquer sítio nos locais mais insólitos, da mesma maneira caem de pé, desprotegidas, por as raízes não terem terra suficiente para se agarrarem. Basta um descuido de um escasso período de tempo, para que estas plantas cresçam desmesuradamente, formando um bosque impenetrável. No ano passado, os mesários da Confraria, resolveram pegar em moto serras, machados, sacholas, picaretas e outros utensílios, durante vários dias, este pelotão de voluntários, atacou o arvoredo com mais de dois metros e meio de alto numa determinada extensão, fizeram-se fogueiras para queimar o material cortado, nestas actividades estivemos sempre em contacto com os Bombeiros de Viana do Castelo, Plantamos cerca de 40 árvores envasadas, cedro-atlântico, juniperus communis,  pinheiros (pinus pinea), e dois plátanos,( Platanus orientalis), árvores, com aproximadamente cinco anos. Os fogos que surgiram no verão de dois, mil e dez , que açulou todo o Pais, mas com intensidade aterradora no Minho em especial no Monte de S. Silvestre, em que a limpeza  feita anteriormente foi muito eficaz para preservar a capela e anexos.

Toda a parte cimeira   até ao parque nascente, com demarcações e registos, pertencem à Confraria de S. Silvestre, sendo as outras ladeiras abaixo de particulares, não existindo baldios, assim sendo, a confraria tem responsabilidades    acrescidas, na preservação e protecção do  local, depois da  calamidade do fogo arregaçamos as mangas e começamos a  fazer  uma nova florestação  alternativa, de forma a estagnar a giesta e a  silva, assim temos apelado para que nos dêem as árvores sobrantes sejam elas, de fruto, ornamentais, arbustos, nós as colocamos, a nossa ideia, é estudar as plantas que melhor se adaptem e resistam, aos factores climáticos locais, como seja a altitude, o vento o frio e o calor, tem sido grande a diversidade de plantas e arbustos já colocados, até plantas florais, o difícil, vai ser travar a giesta, que num verde mimoso está a romper muito rápido das profundezas das cinzas.

Nos tempos idos, na idade do ferro, os povos celtas quando chegaram a esta região, instalaram-se e viviam em comunidade no alto dos montes

 em pequenas habitações circulares feitas de granito, conhecidas por castros, e aqui no alto do monte de S. Silvestre, podem-se ver, os resto arqueológicos de alguns, castros conhecidos também por Citânias, (urbanização da época), estes povos da pré-história, escolhiam os locais altaneiros do monte, por estratégia defensiva e porque era no monte que estava a sua sobrevivência, a caça e os frutos silvestres, Quem sabe se as oliveiras (Olea europaea L) , os Castanheiros (Castanea sativa), as Cerejeiras (Prunus serotina) , as Nogueiras (Juglans regia L), Amendoeiras (Prunus dulcis), Ligustrum lucidum, Ulmus parvifolia, etc, sobreviverão no meio agreste, tendo por perto os Pinheiros, (Pinus pinea), e Carvalhos (Quercus), os que sobreviverem também darão frutos silvestre.

 A Câmara Municipal de Viana do Castelo, cedeu-nos 100 Pinheiros mansos, 50 juniperos, 6 cedros e duas  Branquiquito ou Perna-de-moça (Brachychiton populneus ),fomos buscar estas árvores, na semana passada, algumas já estão colocadas, as duas perna-de-moça, australianas, foram colocadas junto à casa da musica.

Os nossos agradecimentos à Câmara Municipal de Viana Não sabemos qual será o desfecho, de todo o nosso esforço aplicado numa experiência nunca feita anteriormente neste local, com esta diversidade de reflorestação, mas estamos convictos que se salvaguardamos uma determinada percentagem positiva desta experiência, o nosso esforço em alterar a flora existente, invasora e insustentável, não terá sido em vão,  atendendo, a que a mesma se relaciona em solo granítico, cujo aproveitamento está condicionado às lacunas, vertentes das rochas. Anima-nos a ideia, de que, com este projecto poderemos contribuir para que o monte, seja mais acolhedor e florido, de forma a que, os visitantes pedonais, possam usufruir descontraidamente, de bons momentos de lazer, admirando grande variedade de rochedos com contornos espectaculares, talhados pela mãe natureza, ao longo de muitos anos de erosão, é sabido que as plantas absolvem CO2, o gás carbónico existente na atmosfera, ajudando a minimizar o efeito de estufa, claro que é numa escala tão diminuta, que pouco ajuda, em relação à crescente poluição desenfreado causada pelos agentes económicos das indústrias estabelecidas.

Podemos sim, contribuir para uma biodiversidade sustentável criando condições de equilíbrio, em que possa funcionar um ecossistema, criando condições em que a diversidade de elementos da natureza, se possam adaptar ao conjunto inserido. Ao plantarmos plantas de fruto, haverá floração, havendo a possibilidade de atrair abelhas, aves,  e também outros animais à procura de alimentação diferente, havendo canteiros rodeados de arbustos florais  ou ornamentais as pessoas se deslocam mais ao monte, ao contrario de um bosque impenetrável, nesta conjuntura, certamente que será mais fácil extinguir um fogo, se forem criadas linhas apropriadas de contenção.  Embora o trabalho seja voluntário, estamos a trabalhar com as nossas máquinas, a Câmara de Viana,  tem nos dado várias arvores, mas precisamos de máquinas e mais ajuda. Como dizia o célebre 1º Ministro Inglês quando da Segunda Guerra Mundial, Winston Churchil; Dai-nos vós as ferramentas que nós fazemos o resto. Nós dizemos dai-nos as árvores que nós as plantamos 

    

João Alves (membro da confraria)

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

 

 

 

 

 



publicado por J. Alves às 08:24
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