Quinta-feira, 13 de Março de 2008
Via Sacra a S. Silvestre
Tempo de Quaresma
Via Sacra a S. Silvestre
 
            No passado domingo, dia nove de Março a estrada que nos leva ao alto do monte de S. Silvestre foi mais uma vez percorrida pelos paroquianos desta Freguesia de Cardielos, também estiveram presentes pessoas das freguesias vizinhas, que num ambiente de oração e fé, revivendo os últimos momentos de Cristo na terra, da agonia paixão e morte, demonstrando assim o seu amor por todos nós, em que da morte nasce a vida, a vida interna.
            À frente, a cruz de Cristo crucificado, com uma tocha acesa de cada lado, o Padre Victor geriu a cerimónia com a colaboração de várias pessoas e do grupo coral, as crianças colaboram com entusiasmo, fomos subindo o monte, estação a estação até perfazer as catorze estações, que simbolizam e nos faz recordar, a crucificação de Cristo, na sua caminhada para a morte, uma demonstração extrema, de sacrifício e humildade que nos ensina, que por amor, o ser humano pode ir a tais extremos, por amor à humanidade Cristo se submeteu a uma dolorosa flagelação. Cada estação obedecia a uma paragem em frente de uma cruz de granito revestidas de pano roxo, assinalando a paixão de Cristo, que simboliza os passos que Cristo percorreu até à  derradeira e última estação  que foi a morte na cruz.
            No decorrer da caminhada, alguma chuva caiu sobre as nossas cabeças desprotegidas, mas foi de pouca dura, que mal deu para assustar, a cerimónia acabou no Santuário, as pessoas regressaram a casa, umas a pé outras nos carros que familiares conduziram, eu e mais pessoas, deixamos os carros em casa, e optamos por descer o monte pelo lado nascente, passando obrigatoriamente pela fonte dos cinco sobreiros, estava tudo muito bem limpo, podia-se ver a água nascer ali mesmo entre as rochas e escorrer pelo sulco aberto na pedra e cair borbulhando, na pia de pedra e perder-se pelo monte abaixo. O monte começa a ter algum enquadramento de um amarelo vivo, da flor do mato, a giesta envergonhada, só mais tarde começa a florir e a mostrar o seu ar de graça e beleza.


publicado por J. Alves às 23:32
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1 comentário:
De antonioduvidas a 5 de Abril de 2008 às 19:45
Na época da globalização em que nos querem impor tudo massificado ainda nos restam as tradições que devem ser preservadas. São a identidade dum povo e que se devem manter.
Também tenho as minhas raízes no campo e gosto de as reviver, ainda há dias no blog em que participo as abordei ao falar do cantar do cuco.
Continue aí pelo Alto Minho a dar-nos perspectivas da sua terra.

Saudações, (antonio)


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