Há já uns tempos , que tenho estado ausente do observâncias, quase poderia dizer, que fechei a porta do blog e perdi as chaves, contudo sem amachucar o teclado, sempre foi estando presente e observador, nos bastos acontecimentos direi mesmo, relevantes acontecimentos assinalados ultimamente nesta nossa querida terra de beleza impar, protegida das nortadas pelo Monte de S. Silvestre estendendo-se na imensa planície onde nesta época, brilha o amarelo dos pampilhos, afagados pelo Rio Lima que passa silencioso a caminho De Viana, cada um fala daquilo que ama e por vezes costumo dizer aos meus amigos, de outras paragens, a minha terra é de tal beleza, que vocês entrem pelo Minho dentro, quando passarem por uma aldeia airosa e bonita, encontraram a minha aldeia, o berço onde nasci
Hoje Tinha que ser, não podia adiar mais tempo, arrombei a porta do blog, e, eis-me aqui agarrado ao teclado, a soletrar as últimas intervenções dispostas por ordem, a começar pelo Dia de Ramos que antecede uma semana antes da Páscoa, è um trabalho do Mordomo da cruz em que tem como tarefa arranjar a palma e palmitos que depois de benzidos numa cerimónia apropriada na igreja é distribuído pelas pessoas da aldeia, noutros tempos a palma queimava-se quando havia trovoada, ainda me lembro, que não havia Energia eléctrica, naquelas noites tenebrosas, em que a única luz era a candeia de petróleo, com a torcida bem esticada para dar mais luz e a chama da fogueira , os relâmpagos rasgavam o céu, entravam pelos buracos do telhado e vidros das janelas sem contras, e iluminavam num intenso clarão o interior das casas, a seguir vinham os estrondosos trovões , que nos amedrontavam seriamente, sobre as cerimónias de ramos, as fotos são elucidativas.
O Dia um de Abril, Foi certamente um dia memorável para a nossa comunidade, uma data almejada para os mesários da Confraria de S. Silvestre, a Inauguração das almejadas Casas de Banho, Com a presença do Sr. Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo, Eng. E Arquitectos da Câmara autores do projecto, O Nosso Pároco Padre Vítor Casanova, A Presidente da Junta de Freguesia e elementos da Junta e a Confraria, depois de uma alocução, alusiva ao evento todas as pessoas presentes, puderam, estender o olhar no interior das instalações, que certamente foi do agrado de todos, Para Nós Confraria, ainda não podemos respirar fundo, porque temos que trabalhar bastante para angariar as verbas que ainda faltam liquidar. Seguiu um almoço convívio com cerca de trezentas pessoas cuja receita reverte para as obras, aliás, estes almoços já se fazem Há muito tempo e continuarão a fazer-se, para o mesmo fim, houve muita animação, que de certo modo contribuiu para as pessoas esquecerem por momentos estes tempos tristes de crise.
DIA de Páscoa, Os dois dias de Páscoa, embora com algum detrimento comparando com a Páscoa de outros tempos, em que as pessoas se envolviam mais intensamente, neste costume antigo, neste acto solene que é a visita a todas as casas de Cristo ressuscitado, actualmente há muitas casas que fecham as portas, mas ainda há muita gente que não altera este costume que ninguém sabe quando começou, a verdade, é que aqueles que se solidarizam com esta vivência, sente-se realmente bem. O Mordomo da Cruz, Paulo Viana, está de parabéns, embora não tenha uma vivência assídua aqui na aldeia, e tenha passado a maior parte do seu tempo na Cova da Piedade e África, e ultimamente também no Norte, esmerou-se, com zelo e requinte, na sua Mordomia da Cruz, quis brindar à sua família com este gesto , e provar que embora ausente, as suas raízes, ainda tem seiva vitaminada nesta terra, è cansativo percorrer a aldeia nos dois dias de Páscoa, mas os familiares deram uma ajuda válida e precisa, os estrondosos foguetes elevavam-se no ar à medida que o compasso entrava nos lugares da Freguesia, os gaiteiros, crispavam as peles sem dó, as mordomas, parte delas da cidade pouco habituadas às roupas regionais pesadas e calorentas, aguentaram, suportaram-se hermeticamente dentro dos volumosos fatos. O almoço da mordomia foi realizado em S. Silvestre com muita animação, em que estiveram presentes as Gaitas Galegas de Cardielos, os dois dias estiveram calorentos, agradáveis e convidativos para as pessoas andarem a visitar as casas dos amigos, a Páscoa terminou na igreja com muita alegria, cabendo ao José Albino e à Graça a mordomia para o ano que vem.
Animação
PÁSCOA
Paulo Viana Mordomo da Cruz
A visita Pascal
Em todas as casas se canta Cristo ressuscitou
Trajo à vianesa
O paulo a verificar se tudo esdtá a seu gosto antes do lauto almoço
Lindas, o fato ajuda
Cantavam alto e em sintonia
A musica acompanhava
Os da casa também trabalhavam(com gosto)
O Paulo a dizer para o José Albino, a cantar, Hora agora ando para o ano andas tu
Percorrendo a aldeia
Plantas Medicinais P40
NOME; Stevia Rebaudiana,
FAMÍLIA;Asteráceae
Outros Nomes, stevia, estévia, erva doce, honeyleaf em inglês, stevia em francês, honigkraut em alemão.
Componentes; Steviosidos, steviolviosina, zinco,. glicosídeos, carvocrol,selénio, ferro, quercetina, glucosidios, flavonoides, fósforo, silício, borneol tiamina, ferro, cálcio, alumínio, selénio, sódio, zinco, potássio, etc
Planta Condimentar; Aduçante natural
Propriedades, diurética, estomacal, antibcteriana, hipoglicemica, cardiologista, contraceptiva, azia, obesidade, diminui a necessidade do tabaco assim como o álcool, relaxante para a pele, não é tóxica, antidiabética, não aumenta o nível do açúcar no sangue, reforça as defesas do sistema imunitário, dor de dentes, protege a cárie. Em excesso pode causar hipotensão arterial.
Recomendação; As ervas são perigosas quando tomadas em excesso, ou aplicadas indevidamente, tome cuidado, ( grávidas devem ter muito cuidado com os chás ou absterem-se de o tomar.
É intenção deste blog dar a conhecer, apenas a informação do relacionamento que tenho com as plantas, e transcrever as minhas observações, assim como colher informações de pessoas que fazem uso das plantas para determinadas enfermidades, o que pode não coincidir, de uma forma generalizada, dependendo das regiões e costumes, tento descobrir e pesquisar, neste âmbito, não quero que seja interpretado como receituário, agradeço todas as informações que me possam enviar, em prol do bem do conhecimento.
Conhecia esta planta, pelo nome e pelas suas propriedades peculiares, Adquiri a Stévia,há menos de um ano. tenho um velho costume de proceder à duplicação das plantas, quando tenho uma só unidade, através de um rebento, ou uma haste com raiz se for possível, ou mesmo sementes, de forma a tentar recrear a planta noutro local diferente, é uma espécie de cópia de segurança, se uma morrer, tenho a possibilidade da outra sobreviver, e também dá para observar melhor o comportamento da planta em locais diferentes. A planta principal, transplantei-a do vaso para a terra, e uma haste mais pequena com raiz, coloquei-a noutro vaso, a primeira desenvolveu-se rapidamente com cerca de 60 centímetros, deu flores branquinhas e muito pequenas, mas, não chegaram a ter verdadeira maturação, as flores começaram a murchar sem amadurecer as sementes, as flores e o caule, começaram a perder vitalidade, a cor mudou do verde para a cor castanho, as folhas acabaram por se desintegrarem, creio que o clima tem um efeito bastante predominante, estas plantas não se envolvem com temperaturas baixas, mas sim em locais altos com temperaturas altas e húmidas. A outra planta colocada num vaso em local abrigado, tem sobrevivido nesta época do ano, mantêm-se, com boa aparência, tal como mostra a foto. Não conheço muito bem esta planta no que toca às suas carências vitais de sobrevivência, pelo que mantenho um substrato com PH neutro, o que poderá não ser o mais apropriado para as necessidades da planta. A stevia, pode ser cozida, daí que poderá servir de adoçante para determinados pratos de doçaria.
Já lá vai o tempo em que o monte de S. Silvestre apenas era visitado com a excepção dos dias de festa, pelas pessoas da aldeia e arredores que ali ocorriam com o intuito de conseguirem proventos substanciais para as pessoas e animais, As famílias mais modestas, sem propriedades suficientes, e em locais com acessos mais propícios para terem uma lavoura estabelecida, embrenhavam-se no monte ali tão perto, para recolherem a lenha para se aquecerem e cozinhar, e os fetos, erva e mato para fazer cama às ovelhas, que faziam a transformação, para estrume (adubo biológico) todos estes elementos, eram atarracados em grandes feixes à cabeça pelo monte abaixo, toda a gente trabalhava toda a gente sobrevivia.O pequeno lavrador da época, já tinha mais subsistência, tinha propriedades em locais de acesso e transporte, neste patamar, era normal possuir, carro de bois e respectivos animais, uma vaca leiteira e uma ovelha, no quintal, um galinheiro, e no “ cortelho” um ou dois porcos para matar anualmente, todos estes elementos eram essenciais, para a sobrevivência, e, de uma forma muito apertada com uma vida extremamente aperreada, conseguia-se sem subsídios de qualquer espécie, sem reformas, sem qualquer ajuda médica, sobreviver. Esta engenharia financeira não precisava do Excel nem formulas complicadas, até porque havia uma pequena percentagem de analfabetismo. Os bois ao fim de um ano depois de bem treinados eram vendidos e comprava-se outros mais jovens, era um procedimento análogo , como os clubes actualmente fazem com os jogadores de futebol , a vaca dá o leite para as crianças e velhotes, o que sobra vai para a leiteira que todos os dias passava à porta e apontava os litros num bloco muito usado e sujo guardado no bolso do avental, a vaca era levada ao boi, ficava prenha, nascia a cria se fosse um bom exemplar macho era escolhido e criado para aparelhar com outro da mesma idade, para formar junta de touros, a ovelha pelo menos anualmente era tosquiada, a lá, era vendida aos compradores que andavam de porta em porta, depois ia quinze dias passar férias pagas, para o rebanho
da Tia Rosária, que sempre ocupava a margem direita do Rio Lima, sem dúvida que este rebanho possuía um corpulento carneiro, cujo volume de cada corno mais parecia o rodado de um mini 600, nós rapazes ia-mos para o rio aproximávamos do rebanhos mandávamos uns bofes de desafio ao carneiro, ele parava estancado para nós , quando investia na nossa direcção, hó pernas para que vos quero, a turrar, o bicho fazia mais estragos que uma caterpillar de movimentação de terras. A lenha era muito aproveitada, tinha mobilidade individual, os guiços e a garvalha, os guiços eram os ramos inferiores da copa dos pinheiros, à medida que os enormes e velhos pinheiros cresciam para o céu, iam criando nova ramagem, e as hastes de baixo iam secando, eram escochados para baixo com a vara dos guiços, que era composto de uma longa vara de eucalipto seca, direita delgada e afiada, em cuja ponta era adaptada uma foice curvada, já apropriada para partir os respectivos guiços. Nesse tempo o monte mais parecia um pitoresco bosque, Não havia helicópteros nem aviões e os soldados da paz eram escassos, e os fogos eram também raros, quando se notava um começo de incêndio o sino da igreja tocava a rebate, e o povo da aldeia corria com sacholas, ramos de arvores incansavelmente apagavam os fogos com tenaz bravura, para proteger as suas propriedades ,não se atinham aos bombeiros, mas as propriedades estavam sempre limpas, tudo era convertido, depois as políticas alteraram-se, os governos pagavam para acabar com o leite, fecharam as ordenhas, os animais eram obrigados a ser mortos no matadouro, acabaram com as vacas leiteiras, acabou-se com a agricultura artesanal biológica, hoje há meia dúzia de animais bovinos na aldeia, parte das terras estão a monte. Lembro-me da Tia Joana Grila de manhã bem cedo atrás de um pequeno rebanho de ovelhas, com a comprida vara dos guiços ao ombro, a caminho do monte, as ovelhas iam limpando o monte, alimentando-se, ela equilibrando a enorme vara de pinheiro em pinheiro, ia puxando os guiços para baixo que partiam com som estrondoso, acarretava ao longo do dia os molhos de lenha, para armazenar para o inverno. A Tia Joana mulher corajosa, que salvou as ovelhas de ataque de lobo.
O que me fez fluir nestas velhas recordações, foi o facto de no domingo passado, ter estado a conviver com amigos e familiares, aliás faço-o muitas vezes porque me sinto bem e é um local apropriado para confraternizar, sito, o belo recinto do Santuário de S. Silvestre, Um amigo levou umas castanhas, mas não tínhamos garvalha para as assar, fomos ao monte e em pouco tempo arranjamos o suficiente debaixo de alguns pinheiros que não foram devorados pelo fogo. É de reparar que muitas arvores que plantamos no monte conseguiram sobreviver com capacidade de resistência, a este verão sem serem regadas, entre elas o castanheiro, a amendoeira, a figueira, a cerejeira, ulmeiro e ligustrum, os pinheiros mansos também resistiram, a verdade é que a secura dizimou muitas árvores. Constatei segundo os meus escassos conhecimentos de radiestesia, com as haste duplas que construí, que no alto do monte há bons fluxos subterrâneos de água, atendendo à movimentação rápida das hastes, isto poderá dar azo a que futuras confrarias se debrucem neste campo, dado as potencialidades que o monte de S Silvestre possui, poderá vir a ser um verdadeiro ex-líbris de todo o nosso Concelho. A corrida para a limpeza do monte continua um pouco lenta porque é muita exaustiva, o muito obrigado a bons amigos do monte que juntamente com alguns mesários nos ajudam no arranque da giesta.
O recinto do Santuário, as paisagens únicas que se avistam do monte, as condições excepcionais, inclusive as infra-estruturas que já existem e outras que estão a ser construidas, fazem deste local , um bom sítio para conviver. Somos responsáveis, pela propagação destes locais fantásticos, cujo proveito deve ser partilhado pelos demais, que ainda não tiveram a possibilidade de admirar e discernir, estes recantos deslumbrantes.
É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve.
Victor Hugo
Fotos alusivas a alguns aspectos do momte
A primeira, pode-se ver a fumarada das queimadas,
A segunda, S.Tiago e S- Silvestre protectores do Monte
A terceira, limpeza de árvores
Construção dos assadores
Assadores enaugurados em 25 de junho 2011
Pinheiros sobreviventes deram a "garvalha"
O monte continua a ser sustentável
Aves esfomeadas vem ao nosso encontro
Procurando as veias de água no alto do monte com dual rod, através da radiestesia
Árvore em crescimento
PLANTAS MEDICINAIS (Menta da Ribeira)
Plantas Medicinais P39
NOME; Hortelã-da-Ribeira ( Preslia cervina)Mentha Cervina,
FAMÍLIA; Lamiaceae
Outros Nomes; Hortã-da-ribeira, Erva-peixeira, Hortelã-dos-pantanos, hortelã crespa, Menta-peixeira, Alecrim-do-rio, Cervinia Minze; em Alemão, Pennyroyal Hart em Inglês, Preslie dês cerfs, em Francês,
Aroma; muito forte; característico do género hortelã
Componentes;. Polegona, longifolia, diosfenol, limoneno, carvona, mentol, óleos essenciais,
Planta Condimentar; empregue na culinária
Propriedades, Diurético, analgésico, anti.sética, carminativo, febrifugo, anestésico, estômago, diarreia. fígado, estimula o apetite
Recomendação; As ervas são perigosas quando tomadas em excesso, ou aplicadas indevidamente, tome cuidado, ( grávidas devem ter muito cuidado com os chás ou absterem-se de o tomar.
É intenção deste blog dar a conhecer, apenas a informação do relacionamento que tenho com as plantas, e transcrever as minhas observações, assim como colher informações de pessoas que fazem uso das plantas para determinadas enfermidades, o que pode não coincidir, de uma forma generalizada, dependendo das regiões e costumes, tento descobrir e pesquisar, neste âmbito, não quero que seja interpretado como receituário, agradeço todas as informações que me possam enviar, em prol do bem do conhecimento.
Na confusão dos nomes em que é conhecida esta menta, prefiro chamar-lhe Preslia, é um nome sonante que até faz recordar o grande rei do rok, Elvis Presley, embora no masculino, navegando procurando preslia a princesa desconhecida foi encontrar em águas mais frias, na República Checa, esta curiosa capa de revista em que descrevia numa tradução do Google um pouco atabalhoada.
(Preslia é um peer-reviewed revista científica publicação de trabalhos originais de pesquisa em sistemática vegetal, morfologia fitogeografia, ecologia e ciência da vegetação, com um foco geográfico na Europa Central. The journal was founded in 1914 and named in honour of brothers Jan Svatopluk Presl (1791–1849) and Karel Bořivoj Presl (1794–1852), outstanding Bohemian botanists. A revista foi fundada em 1914 e nomeado em honra dos irmãos Jan Svatopluk Presl (1791-1849) e Karel Borivoj Presl (1794-1852), botânicos excelente Bohemian. It is published quarterly by the Czech Botanical Society , Benátská 2, Praha 2, CZ-128 01, Czech Republic, and is sent to subscribers or as an exchange to 46 countries of all continents. É publicado trimestralmente pela Sociedade Botânica Checa , Benátská 2, Praha 2, CZ-128 01, República Checa, e é enviado a assinantes ou como uma troca de 46 países de todos os continentes. Details on preparing of manuscripts are given in the Guidelines for authors (in English: text or PDF ; in Czech: PDF ). Detalhes sobre a preparação de manuscritos são dadas)
Preslia Cervina sinónimo de Mentha Cervina. É sobre Preslia que quero falar, uma hortelã diferente das outras, especialmente nas folhas miudinhas as quais se identificam mais com a segurelha, propaga-se enraizando como as outras, quando perto das outras mentas, seus rizomas se intrometem, possuindo uma grande capacidade de hibridação, as espécies tem capacidade de se adulterarem e se alterarem. A Preslia, requer locais húmidos e pouco sol, reproduzem por sementes na Primavera, mas, reproduz-se muito bem por estacaria que tem cabimento em Outubro, é uma planta de baixo crescimento, podendo alcançar os 45 cm de altura, floresce de Junho a Setembro, as flores são hermafroditas, constituídas por órgãos femininos e masculinos, as que possuo no quintal tem a flor branca, de certa forma parecida com as flores da hortelã poejo (excepto a cor), mas também existem com a cor igual ao do poejo. Esta planta tem o seu maior aproveitamento na culinária, depois do âmbito industrial da qual é extraído óleos essenciais, na culinária, é especialmente aproveitada para temperar carnes de porco, gaspacho, marinadas, assados, dá um sabor especial ao peixe, especialmente grelhados, por isso lhe chamam Erva-Peicheira.
Esta planta tem alguns princípios activos tóxicos, pelo que as folhas empregues em infusões devem ser em quantidades mínimas, para que a infusão seja leve e não cause danos.
Foto tirada hoje (quintal)
Plantas Medicinais P38
NOME; Mirtilo ( Vaccinium myrtillus)
FAMÍLIA; Ericaceae
Outros Nomes; Mirtilo, Arando, Uva-do-monte , erva-escovinha; Blueberry (inglês), myrtille (Francês), arándano /Espanhol)
Sabor; acidulado, açucarado
Componentes;. Ácidos orgânicos, sais minerais, vitamina c, provitamina A, ácido cítrico, acido málico, sais minerais potássio, magnésio, cálcio, fósforo, antocianinas, glucoquininas, pectinas, vitaminas, pigmentos orgânicos. Frutos: taninos catéquicos, carotenos, pigmentos antociânicos, , cianidol, malvidol, petunidol, neomirtilina-delfinidol
Propriedades, Cicratizante, tónico, adstrigente, antiemético, antifúngico, antioxidante, antivirótico, hipoglicêmico, laxante, anti-sético, antiinflamatória, diurético
Recomendação; As ervas são perigosas quando tomadas em excesso, ou aplicadas indevidamente, tome cuidado
È intenção deste blog dar a conhecer, apenas a informação do relacionamento que tenho com as plantas, e transcrever as minhas observações, assim como colher informações de pessoas que fazem uso das plantas para determinadas enfermidades, o que pode não coincidir, de uma forma generalizada, dependendo das regiões e costumes, tento descobrir e pesquisar, neste âmbito, não quero que seja interpretado como receituário, agradeço todas as informações que me possam enviar, em prol do bem do conhecimento,
O mirtilo, sempre foi considerada uma planta agreste dos montes e dos bosques o mirtilo normal tem cerca de meio metro de altura podendo atingir os oitenta centímetros, os frutos com cerca de 0,5, 0,7mm, as folhas, ovais, verdes brilhantes, caem no Outono, as flores campanuladas esverdeadas florescem de Abril a Junho altura em que os frutos rapidamente se estabelecem, formando-se gradualmente de vagas verdes a vagas azuis, os cachos depois de amadurecidos, ficam de azul escuro muito parecidos com as uvas tintas do vinho verde, os frutos são ricos em potássio e vitamina C. È uma planta cheia de virtudes medicinais, há muito tempo conhecidas, os seus princípios activos, são sobejamente utilizados tanto na parte medicinal como na culinária, sendo indicado, para o colesterol, vias urinária, vista, memoria, hemorróides, cabelo, varizes, diarreia, desinteria, inflamação da boca, garganta, ouvidos, memória, a infusão das folha desta planta serve para baixar o açúcar no sangue em diabéticos, os povos das montanhas utilizavam estes frutos para cicatrizar as feridas, etc. Na culinária, pode ser utilizado em pão, bolos, sorvetes e bebidas específicas, Não é difícil cultivar o mirtilo, dá-se bem mesmo em terras mais pobres, mas com PH baixo, tendo sol e alguma água é suficiente, no entanto o seu habitat natural é na elevação dos montes, muito resistente ao frio, aliás deve tercerca de 700horas por ano com temperaturas abaixo dos 12 graus, tenho mirtilo há cerca de um ano, pelo que não poderei falar muito sobre o seu comportamento futuro, o problema maior que encontro são os pássaros, em especial os melros, são os principais perdedores destes frutos delicioso, que devido ao seu tamanho pouco mais do que um grão de milho, são arrancados numa só bicada, talvez uma rede sirva de persuasão forçada, eu não farei isso, porque meia dúzia de pés é suficiente, e depois os pássaros presenteiam-nos com uma orquestra afinadinha durante o dia, Em alguns países, já há muitos anos que o mirtilo é produzido em quantidades industrias, para as mais diversas utilizações, em Portugal, há menos tempo mas já há regiões pioneiras neste sector e que aproveitando as melhores castras ensaiadas no estrangeiro dentro do género do mirtillo cruzadas com espécies diferentes entre as quais; Bluecrop, O,Neal, Ozarkblue, Duke, etc, estas castras além dos frutos mais firmes e desenvolvidos podendo chegar aos 12mm, chegam a alcançar cerca de dois metros de altura começa a haver mais plantações industriais, e também já aparece à venda nos super-mercados, creio que a colheita deste fruto deve ser bastante dispendiosa, atendendo a que os frutos são pequenos e muito sensíveis ao toquee os arbustos muito baixos para serem ripados, as máquinas certamente terão de ser muito sensíveis para colher os frutos sem danificar a planta e os próprios frutos.
Plantas Medicinais, P37 – POEJO
NOME;Científico- (Mentha pulegium L)
Outros Nomes; Hortelã-pimenta-mansa, hortelã-dos-Açores,Poejo, Erva-de-S Lourenço, menta selvagem,
FAMÍLIA; Lamiaceae
Componentes:, Oleos essenciaisTaninos,
PROPIEDADES;, antiespasmódico, colerético, digestivo, hipotensor,azia, antiséptico, digestivo, expectorante, cicatrizante, carminativo, flatulência, aromático,diaforética, reumatismo,
PARTES UTILIZADAS: Folhas frescas ou secas
Indicações; Os chás por infusão desta planta, são recomendados para constipações, tosse, e gripe.acidez no estômago, bronquite, gases, arroto,desarranjos menstruais, nervos, este chá com umas gotas de sumo de limão, diz-se, que faz bem a pessoas que sofrem de hipocloridria,
Contra indicações: Como a maioria das plantas, as grávidas não devem beber deste chá, não se deve abusar na quantidade de chá até 3 chávenas ao dianão tomando mais de sete dias seguidos. Não deve ser aplicado em peles muito sensíveis
Recomendação;
È intenção deste blog dar a conhecer, apenas a informação do relacionamento que tenho com as plantas, e transcrever as minhas observações, assim como colher informações de pessoas que fazem uso das plantas para determinadas enfermidades, o que pode não coincidir, de uma forma generalizada, dependendo das regiões e costumes, tento descobrir e pesquisar, neste âmbito, não quero que seja interpretado como receituário, agradeço todas as informações que me possam enviar, em prol do bem do conhecimento,
Voltando novamente às plantas medicinais, apresento uma planta que embora não seja muito velha no quintal, é uma planta imensamente conhecida, com imensas propriedades medicinais e condimentares, é uma planta fácil de confundir com outras ervas infestantes que se intrometem e confundem, temos que estar atentos a algumas particularidades inconfundíveis, que numa primeira observação é detectada de imediato, é, o aroma inconfundível do poejo, é o enraizamentos idêntico à hortelã pimenta, é a floração, parecida com a névada dos gatos. Aconteceu no ano passado tinha plantado poejo no canteiro dos tomates, (as menthas também servem para afastar algumas pragas junto de outras plantas), alguém os arrancou pensando que eram ervas daninhas, a folhagem também tem parecenças com as folhas dos oregos .
O poejo é uma planta vivaz, semelhança da maioria das plantas, não se dá nada bem com a neve, ficam adormecidas, começando a aumentar o enraizamento e a despontar os brotos novos quando começa a aumentar a temperatura a aparecer o sol, gosta de meio sol e média umidade.
Outra das virtudes desta planta, é a parte condimentar, ela se presta muito bem no uso de culinária, no tempero de molho de carnes, em especial de carneiro e ovelha, mas o gosto característico do poejo, dá para confeccionar, outros pratos de carne e também carne de frango no tempero de saladas de frutas e verduras aromatiza as bebidas etc,
Nesta foto, côr amarela e vestígios de neve /quintal
Para uma receita de culinária calque aqui
Florestação das áreas ardidas.
A Associação Cultural e Recreativa de Cardielos, em 19-03-2011, apareceu bem cedo e em força, para ajudar a plantar as árvores cedidas pela Câmara Municipal de Viana, esta instituição apresentou-se para colaborar com a Confraria de S. Silvestre na plantação de árvores, 160 árvores oferecidas pela Câmara, de Viana do castelo, O Presidente da Associação, esmerou-se em dar o exemplo no manuseamento da enxada.
Este gesto, além de salutar ajuda física, muito almejada e sempre bem vinda, deu para mostrar aos mais jovens As ruínas arqueológicas existentes no local (castros), que esperam hÁ muitos anos, por técnicos classificados, para que possam ser devidamente estudadas, enquanto isso não acontece, vão sentindo os efeitos da erosão e a degredarão sucessiva, à espera que as autoridades regionais Há muito conhecedoras deste problema, se debrucem sobre este assunto. Também o apreciar da paisagem em dia solorengo, enquanto se ligam à terra os pinheiros mansos e outras árvores, nas áreas queimadas, satisfazem os olhos que se estendem até ao longo horizonte.
Alguns decalques positivos no decorrer desta intervenção, poderão certamente, ser motivo para que este brioso grupo de bem-fazer em prol da conservação da natureza, se empenhe em novas investidas deste género.
Foi pena, as árvores terem acabado cedo, não havendo possibilidade de arranjar mais árvores para aquele dia, assim começamos a fazer queimadas com os troncos das giestas arrancados. Algumas fotos poderão elucidar.

Continuando com a florestação do Monte de S. Silvestre
Sempre foi um problema ao longo dos anos, para todas as Confrarias que passaram por S. Silvestre, a luta travada contra a infestante natureza, nomeadamente as Silvas, as giestas e a Austrália (Acacia melanoxylon), esta nasce espontaneamente em qualquer sítio nos locais mais insólitos, da mesma maneira caem de pé, desprotegidas, por as raízes não terem terra suficiente para se agarrarem. Basta um descuido de um escasso período de tempo, para que estas plantas cresçam desmesuradamente, formando um bosque impenetrável. No ano passado, os mesários da Confraria, resolveram pegar em moto serras, machados, sacholas, picaretas e outros utensílios, durante vários dias, este pelotão de voluntários, atacou o arvoredo com mais de dois metros e meio de alto numa determinada extensão, fizeram-se fogueiras para queimar o material cortado, nestas actividades estivemos sempre em contacto com os Bombeiros de Viana do Castelo, Plantamos cerca de 40 árvores envasadas, cedro-atlântico, juniperus communis, pinheiros (pinus pinea), e dois plátanos,( Platanus orientalis), árvores, com aproximadamente cinco anos. Os fogos que surgiram no verão de dois, mil e dez , que açulou todo o Pais, mas com intensidade aterradora no Minho em especial no Monte de S. Silvestre, em que a limpeza feita anteriormente foi muito eficaz para preservar a capela e anexos.
Toda a parte cimeira até ao parque nascente, com demarcações e registos, pertencem à Confraria de S. Silvestre, sendo as outras ladeiras abaixo de particulares, não existindo baldios, assim sendo, a confraria tem responsabilidades acrescidas, na preservação e protecção do local, depois da calamidade do fogo arregaçamos as mangas e começamos a fazer uma nova florestação alternativa, de forma a estagnar a giesta e a silva, assim temos apelado para que nos dêem as árvores sobrantes sejam elas, de fruto, ornamentais, arbustos, nós as colocamos, a nossa ideia, é estudar as plantas que melhor se adaptem e resistam, aos factores climáticos locais, como seja a altitude, o vento o frio e o calor, tem sido grande a diversidade de plantas e arbustos já colocados, até plantas florais, o difícil, vai ser travar a giesta, que num verde mimoso está a romper muito rápido das profundezas das cinzas.
Nos tempos idos, na idade do ferro, os povos celtas quando chegaram a esta região, instalaram-se e viviam em comunidade no alto dos montes
em pequenas habitações circulares feitas de granito, conhecidas por castros, e aqui no alto do monte de S. Silvestre, podem-se ver, os resto arqueológicos de alguns, castros conhecidos também por Citânias, (urbanização da época), estes povos da pré-história, escolhiam os locais altaneiros do monte, por estratégia defensiva e porque era no monte que estava a sua sobrevivência, a caça e os frutos silvestres, Quem sabe se as oliveiras (Olea europaea L) , os Castanheiros (Castanea sativa), as Cerejeiras (Prunus serotina) , as Nogueiras (Juglans regia L), Amendoeiras (Prunus dulcis), Ligustrum lucidum, Ulmus parvifolia, etc, sobreviverão no meio agreste, tendo por perto os Pinheiros, (Pinus pinea), e Carvalhos (Quercus), os que sobreviverem também darão frutos silvestre.
A Câmara Municipal de Viana do Castelo, cedeu-nos 100 Pinheiros mansos, 50 juniperos, 6 cedros e duas Branquiquito ou Perna-de-moça (Brachychiton populneus ),fomos buscar estas árvores, na semana passada, algumas já estão colocadas, as duas perna-de-moça, australianas, foram colocadas junto à casa da musica.
Os nossos agradecimentos à Câmara Municipal de Viana Não sabemos qual será o desfecho, de todo o nosso esforço aplicado numa experiência nunca feita anteriormente neste local, com esta diversidade de reflorestação, mas estamos convictos que se salvaguardamos uma determinada percentagem positiva desta experiência, o nosso esforço em alterar a flora existente, invasora e insustentável, não terá sido em vão, atendendo, a que a mesma se relaciona em solo granítico, cujo aproveitamento está condicionado às lacunas, vertentes das rochas. Anima-nos a ideia, de que, com este projecto poderemos contribuir para que o monte, seja mais acolhedor e florido, de forma a que, os visitantes pedonais, possam usufruir descontraidamente, de bons momentos de lazer, admirando grande variedade de rochedos com contornos espectaculares, talhados pela mãe natureza, ao longo de muitos anos de erosão, é sabido que as plantas absolvem CO2, o gás carbónico existente na atmosfera, ajudando a minimizar o efeito de estufa, claro que é numa escala tão diminuta, que pouco ajuda, em relação à crescente poluição desenfreado causada pelos agentes económicos das indústrias estabelecidas.
Podemos sim, contribuir para uma biodiversidade sustentável criando condições de equilíbrio, em que possa funcionar um ecossistema, criando condições em que a diversidade de elementos da natureza, se possam adaptar ao conjunto inserido. Ao plantarmos plantas de fruto, haverá floração, havendo a possibilidade de atrair abelhas, aves, e também outros animais à procura de alimentação diferente, havendo canteiros rodeados de arbustos florais ou ornamentais as pessoas se deslocam mais ao monte, ao contrario de um bosque impenetrável, nesta conjuntura, certamente que será mais fácil extinguir um fogo, se forem criadas linhas apropriadas de contenção. Embora o trabalho seja voluntário, estamos a trabalhar com as nossas máquinas, a Câmara de Viana, tem nos dado várias arvores, mas precisamos de máquinas e mais ajuda. Como dizia o célebre 1º Ministro Inglês quando da Segunda Guerra Mundial, Winston Churchil; Dai-nos vós as ferramentas que nós fazemos o resto. Nós dizemos dai-nos as árvores que nós as plantamos
João Alves (membro da confraria)
Já assinalado em acta em Setembro de 2010, a marcação deste convívio, que deveria ser feito no ano passado e chegou a ser marcado e alterada a data, em virtude dos vários convívios, que fizemos para angariar fundos e, também, algumas outras indisponibilidades. Na reunião que deliberamos a data de 13 de Março de 2011, ficou assente lavrado em acta que seriamos nós os homens a cozinhar e elas, viverem esse dia despreocupadas, foi um pouco do nosso reconhecimento pelo muito que todas elas nos tem ajudado em muitos eventos ao longo do ano, para angariar fundos para as obras que estão a decorrer. O prometido é devido e no passado domingo, os membros da Confraria e todos os seus familiares cerca de 60 pessoas tivemos o nosso desejado convívio. Nós homens arregaçamos as mangas e demos o nosso melhor no manejo das panelas, O menu apresentado foi bacalhau à Timotio, carne assada, diversas entradas, croquetes bolos de bacalhau rissóis, melão com presunto, salada de fruta, etc, devo salientar que nesta Confraria temos alguns classificados cozinheiros, O mestre Timótio, o mestre Augusto, o Manuel Castilho e o João Brito que foi cozinheiro na tropa em 1966, os outros elementos , todos bons aficionados na copa, e outras especialidades, eu por exemplo, sou ágil com a faca na descasca de batata e fruta e sou um bom garfo à mesa. Bom, demos o nosso melhor, expusemos o melhor requinte possível, as mulheres adoraram, mas não há bela sem um senão? Tudo estava tão bom, tão bom (palavras delas ditas publicamente), que agora querem repetição. Isto pode dar em confusão. Oxalá não se lembrem de nos pedirem uns trabalhos extras em casa. Vai ser bonito?
(Por circunstâncias imprevisíveis O Zelador da Confraria José Albino não pôde estar presente, mas todos estávamos solidários e bem alto ouvimos a sua voz, trocamos mensagens de franca camaradagem. Nada mais acrescento, as fotos dizem o resto, imprevisto técnico impediu-me de colocar todo o material no blog só hoje tive opturnidade.( João Alves um membro da Confraria)
CURIOSIDADE? O que se passará na cozinha
Carro de bois – Cardielos - usos e costumes
Carro de Bois. Precisamente o tema que quero abordar com mais objectividade, no que se refere, aos usos e costumes antigos de Cardielos, eu senti durante alguns anos a vivência com estas ferramentas, que graças ao progresso, foram postos de lado em várias regiões de Portugal e de outros países, mas que durante centenas de anos, tiveram uma importância primordial para a sobrevivência e progresso económico das civilizações, é óbvio que ao longo dos séculos este instrumento de trabalho foi-se aperfeiçoando até chegar ao seu término, altura em que foram substituído pelas máquinas poluentes, tractores e moto cultivadoras.
Foi o Sr.João Marques o primeiro a possuir uma moto cultivadora, embora tivesse morada na Freguesia vizinha, a maior parte das suas terras estavam nesta Freguesia, baptizou a máquina com o nome de Chivinha, a partir daí, todas as moto cultivadoras que vieram posteriormente, para Cardielos, começaram a ser conhecidas por este nome, Em 1974/1975, esta Chivinha , engalanada, com ramos e flores, prestou-se nas campanhas eleitorais locais, mas o meu propósito é falar dos velhos carros de bois, que embora em algumas regiões, ainda estejam operacionais, para o serviço laboral, nesta região vão apodrecendo abandonados nos cantos dos cobertos, outros, em pedestais nos jardins, embalsamados, em óleo queimado, ou qualquer outra velatura, contrariando a força da erosão furtiva a tempo nu, vão aguentando uniformizados, à custa de implantes e manutenção vigiada, até sucumbir completamente, perante as persistentes intempéries ao longo dos anos. Para aqueles que, não tiveram o privilégio de conduzir, esta velha máquina de madeira, puxada por uma junta de bois bem domesticados. Em locais de difícil acesso, ou cargas mais pesadas, metia-se a cambão. uma ou mais juntas de bois, também existem os mesmos carros puxados por vacas. Os carros de bois, foram introduzidos no Minho quando da invasão dos romanos, podemos velos em filmes antigos, claro que eram muito mais grotescos, ao longo do tempo foram-se aperfeiçoando e ajustados ao método de trabalho e às zonas geográficas, onde são inseridos. No Minho utilizava-se a madeira de pinho bravo e pinho manso, em Trás-os-Montes são submetidos a maior esforço, são feitos com madeiras mais pesadas como o Carvalho, freixo, creio que o eixo é sempre feito em madeira de sobreiro, pelo menos nesta zona. Lembro-me de haver pessoas particulares que faziam transportes para outras pessoas a troco de outros trabalhos, Mas havia carreteiros profissionais, que faziam toda a qualidade de fretes, para isso tinham animais corpulentos bem tratados, sobretudo muito bem domesticados, para andarem ante-postos, por vezes o carreteiro dava as ordens aos animais, para parar ou para andar, de cima do carro. Recordo-me, de ir com o meu Pai para o monte às
quatro da manhã, as propriedades rústicas, eram distantes, tomávamos um gole de cevada e avançávamos, eu ia meio engaranhado, enrolado num casaco de adulto em cima do carro. As árvores eram abatidas com o machado, e serradas em toros com o serrão, eu apenas tenteava equilibrar a lâmina do serrão para se manter direccionada, pegando com ambas as mãos nas duas hastes horizontais, meu Pai é que puxava com toda a força na haste vertical do serrão, quando se andava pela estrada, tinha que se untar a cantadeira, com banha ou sabão para o carro não fazer aquela cantadeira, característica do ió, ió, ió, a guarda republicana não perdoava a multa por poluição sonora, mas quando chegava ao caminha já fora da estrada, apertava os cocãos , o carro fazia uma grande chiadeira dando a entender que o carro ia bem carregado, truques da época. Ao carro pertenciam também peças amovíveis, que eram as caniças, Tínhamos, umas feitas de tábuas compostas de quatro taipais, dois laterais mais compridos e dois laterais mais curtos à frente que dobravam e ficavam em triangulo, atrás era encaixada um pequeno taipal
numa corrediça e assim ficava fechado em todo o perímetro, pronto a levar estrume, erva, etc, tinham uns arames que enfiavam nos fueiros. Haviam outras caniças feitas numa só peça de vime recordo-me, de meu Pai as fazer da seguinte forma? Fazia o desenho no chão com a configuração das chedas , espetava os vimes na terra mais grossos e mais compridos com pequenos intervalos , entrançava vimes horizontalmente intercalando-os nos vimes verticais, quando chegava à medida exigida, fazia o acabamento com os vimes sobrantes verticais, sendo a parte da frente mais alta do que a de trás, depois era só cortar os vimes que tinham sido espetados na terra. Quando o meu Pai fazia este trabalho, aproveitava sempre para lhe pedir, para me fazer um caniço, para apanhar melros, era um dispositivo feito de vime com configuração triangular, dentro levava um pau bifurcado em V, em outro pau afiado preso por um cordel, ao ser tocado quando iam colher os grãos de milho, o caniço fechava-se e o pássaro ficava lá dentro, era uma armadilha. Tinha talvez 13 anos, comecei a aprender e trabalhei no arranjo de carros de bois com O Tio Veloso, ferramenta às costas , socas nos pés lá ia-mos para casa dos lavradores da freguesia vizinha, Nogueira era a área dos clientes dele. Socas, soquetas, Androlas ou sulipas, eram pedaços de madeira recortados na configuração do pé, com uma tira de couro de 2 cm a abraçar os dedos , lembro-me de ver pela estrada fora grupos e grupos de operários , que iam trabalhar para Viana pisando oito Km
a estrada de alcatrão, o barulho que aquelas soquetes juntas faziam, era um barulho cadenciado, que a malta se esmerava em fazer marcação, quando alguém de fora ou mesmos entre colegas se zangavam , a sulipa saia como tiro de bala à cabeça do adversário. O principal construtor de Carros de bois de Cardielos, era o Sr. Manuel Parente também conhecido Por Tio Manuel Ambrósio, Era meu vizinho Pai de onze filhos sendo cinco rapazes todos carpinteiros, que o ajudavam na sua faina artesanal, Era um Senhor, baixo e forte, com um espesso bigode preto, muito determinado, sempre na linha da frente nas organizações da festa do Lugar, O Sr. Manuel Parente ao deambular as socas, a bater nos calcanhares, fazia um barulho diferente das outras, talvez porque se esmerava em escolher a madeira, tinham mais leveza e mais arte as suas socas, tinham melhor som. Perco-me sempre com estes pormenores que me vem à lembrança dos costumes e usos antigos, mas também não irei perder tempo
a descrever, as imensas utilizações do carro de bois pois faziam o que fazem os tractores, no que diz respeito ao transporte, Em Cardielos pelo menos nos meus tempos nunca existiu, cavalos ou burros foram sempre os animais bovinos que acompanhavam o lavrador nos trabalhos do campo.
O carro de bois, é composto pelo cabeçalho, que tem 4oo6mm de comprimento, com várias espessuras, para se tornar mais forte nos pontos de ligação e menor espessura noutros para se tornar mais leve, tem 4 furos, o primeiro, para a chavelha do tomoeiro, o segundo para o descanço do carro ou focão, o terceiro para colocar o chavelhão, o quarto furo é na traseira para segurar a porta da caniça, no cabeçalho engatam duas chedas, duas peças com ângulos curvos à frente, as chedas e o cabeçalho ligam-se à frente com respiga apertada, a partir daí com travessas, também as travessas entram de respiga nas chedas e no cabeçalho , ficando mais baixas o desconto das tábuas que vão forrar a base ou mesa do carro. As chedas levam os furos para os fueiros, e quatro furos para os cocões. Cocão é uma peça que abraça lateralmente o eixo mantemdo-o no lugar certo, são peças amovíveis presas pela parte de cima com palmetas, feitas de uma maneira dura, em geral, em madeira de oliveira. Em cada lado por baixo das chedas, que abrangem um pouco mais à frente do rodado acompanhado as chedas até à parte traseira , estão os “Chumaços ou chadeiro” reforçam o carro, possui uma cavidade apropriada, onde vai encaixar uma parte também devastada do eixo a que se chama cantadeira, estas duas peças com o uso, à força do atrito, vão-se moldando criando umas estrias alienatórias, que tem influência no cantar do carro, o eixo de sobreiro é oitavado, de forma a que em descidas mais inclinadas, é adaptado um travão, para ajudar os animais de forma a que o carro não ganhe velocidade, um pedaço de uma árvore com cerca de 100mm de espessura é colocado na parte traseira das rodas, preso com arame às chedas, uma corrente de ferro é atada ao tronco e vai passar por cima do eixo cuja ponta volta para trás, onde duas pessoas puxam as correntes fazendo atrito no eixo contrariando a velocidade precipitada do carro. Bois ao carro; Este trabalho feito por uma só pessoa, requer habilidade, conivência dos animais, e calma, para estes não se assustarem, o carro deve estar calçado, para não recuar, durante esta operação, levanta-se o carro, mete-se o chavelhão no buraco da chavelha , o gado depois de cangado, com canga ou cangalho, vai-se meter os bois ao carro, os animais vão recuando até encaixar o cabeçalho no tomoeiro, depois é só tirar o chavelhão e meter a chavelha do tomoeiro de maneira que as peças de couro (tomoeiro),fiquem para trás deste, o chavelhão é colocado no terceiro buraco pela parte de cima. As Rodas são compostas por três peças de madeira , geralmente de carvalho, a peça do meio chama-se mium ou meão as duas do lado chamam-se cambas, o rodado é composto de 4 peças de ferro curvadas com um centímetro de espessura, pregados com pregos apropriados feitos no ferreiro, o meão e as cambas são ligadas com respigas e umas barras de ferro curvadas, que se chamam meias luas, são embutidas na madeira, ajudando na segurança da ligação do mium e as duas cambas, tanto o rodado como as meias luas são pregados com pregos próprios forjados . Descrevi os velhos carros de Bois, Existem outros com rodados em ferro sem madeira,outros com rodados de uma só peça metidos a fogo na madeira , chumaços em ferro etc .
Tal como disse no princípio, este post refere-se a usos e costume de Cardielos, podendo haver distorção da escrita em relação pronúncia, como diz o ditado cada terra tem seu uso, cada roca com seu fuso
Cabeçalho, Chedas, Travessas e mesa , furações
Ligação das Chedas ao Cabeçalho
Parte dos rodados e meia-lua
Estrias torneadas pelo desgaste do atrito do chumaço e cantadeira
Pormenor do chumaço ou chadeiro